Entre códigos
Antes das teorias sobre cruzar sistemas, havia duas línguas, dois ambientes culturais — e um coelho.
Cresci transitando entre os mundos brasileiro/lusófono e paraguaio/hispânico: próximos o bastante para serem familiares, diferentes o bastante para exigir tradução constante.
Um bilhete de infância torna isso visível de uma forma que nenhum currículo conseguiria.
Escrito em espanhol para meu inseparável coelho de brinquedo, Conejo, preserva uma pequena cena daquela infância.
O bilhete sobreviveu.
Conejo também.
Os códigos mudaram com o tempo.
O ato de atravessá-los, não.


















